A Secretária de Segurança Urbana de Poá, Marlene de Sant´Anna se reunirá até o fim deste mês com representantes do Ministério da Justiça para discutir sobre a compra de armas não-letais, a fim de equipar a Guarda Civil Municipal (GCM). Além da solicitação destes equipamentos, a secretária informou que já foram encaminhados o pedido de compra de sprays de gás de pimenta ao Exército para uso dos profissionais, como forma de intensificar e garantir a segurança no município. Marlene defende a ideia de que guardas municipais não devem andar com armas de fogo, pois, para ela, isto coloca em risco a vida deste profissional.
"A nossa proposta não tem a intenção de armar a guarda com armas de fogo, pois vejo como um serviço comunitário. Se fosse para armá-los igual à Polícia Militar, não precisaria de guarda civil", afirmou Marlene.
Para ela, o uso de equipamentos letais não é de competência da guarda municipal. Um projeto deverá ser criado para desarmar todos os profissionais dessa área que utilizam armas de fogo e substituir estes equipamentos por não-letais. "Essa não é só uma ideia minha. De todas as guardas do Brasil existentes hoje, apenas 16% são armadas com equipamentos de fogo. Estou a favor da constitucionalidade sim e contra as armas de fogo a esta classe", confirmou ela.
Para Marlene, armar o guarda só coloca em risco a vida dele próprio, assim como de toda a família. "A arma é uma coisa perigosa. A gente vai buscar recursos para os equipamentos não-letais, no qual o preço varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil cada. Só queremos cumprir o que estabelece a Constituição. Sou legalista e reconheço que a guarda não é polícia militar", concluiu.
Fonte: Diario do Alto Tiete
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