quinta-feira, 28 de abril de 2011

Meninas são indiciadas por foto de sexo em Facebook de colega

A Vara da Infância e Juventude de King County, em Seattle, indiciou duas pré-adolescentes de 11 e 12 anos por usar a senha de uma colega e postar imagens de conteúdo sexual explícito na sua página de relacionamentos Facebook.
Em um caso que, para as autoridades, ilustra o uso da internet como ferramenta para perpetrar o bullying entre os jovens, as duas meninas hackearam o perfil da vítima, postaram imagens de sexo explícito na página e enviaram mensagens a garotos propondo encontros sexuais.
Desafiando os próprios temores, a vítima, Leslie Cole, também de 12 anos, decidiu sair a público para denunciar o bullying cometido pela internet. As duas acusadas não foram identificadas.
De acordo com os registros do processo, as três meninas eram colegas da mesma escola do subúrbio de Seattle, Issaquah.
Depois de uma briga, as ex-amigas encontraram a senha do Facebook de Leslie arquivada em um computador e resolveram dar início ao assédio.
Com acesso irrestrito ao site, elas colocaram fotos grosseiras e de conteúdo sexual explícito no site da ex-amiga e enviaram mensagens para garotos com ofertas de sexo.
Além disso, incluíram balões de diálogo com os dizeres "Sou uma vagabunda" nas fotos.
Identificadas, as agressoras podem ser condenadas a até 30 dias de detenção em um centro juvenil.
MAGOADA
"Fiquei magoada e com muita raiva", disse Leslie Cole à TV local KVAL. "Simplesmente não consegui me controlar nem dormir. Eu só chorava todo o dia."
A menina contou as ameaças aos pais que, por sua vez, procuraram as autoridades.
Inicialmente, disse a família, os policiais que receberam a queixa inicial queriam descartar o caso como uma "briguinha de criança", mas no fim concordaram em agir.
Acredita-se que as duas meninas são as mais jovens acusadas no condado a serem autuadas por assédio e bullying online.
Como, segundo as leis do Estado de Washington, crianças entre 8 e 11 anos não podem ser acusadas de cometer crimes, a Justiça terá de determinar neste caso se a acusada mais jovem pode ser incriminada.
Dependendo da avaliação, a jovem será julgada no dia 10 de maio junto com a outra acusada.
"O caso revela o lado obscuro do uso de sites de mídia social pelos jovens", disse, em comunicado, o promotor de King County, Dan Satterberg.
"Muitos jovens acham que nos sites de mídia sociais as suas ações serão anônimas e que eles estão de mãos livres para usá-los como arma para bullying, assédio e intimidação", afirmou.
"Este caso demonstra que assumir a identidade de outra pessoa na internet com a intenção de atormentá-la e submetê-la ao assédio é crime."

Fonte: Folha de São Paulo / Coluna BBC Brasil

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Arma é Arma

A Secretária de Segurança Urbana de Poá, Marlene de Sant´Anna se reunirá até o fim deste mês com representantes do Ministério da Justiça para discutir sobre a compra de armas não-letais, a fim de equipar a Guarda Civil Municipal (GCM). Além da solicitação destes equipamentos, a secretária informou que já foram encaminhados o pedido de compra de sprays de gás de pimenta ao Exército para uso dos profissionais, como forma de intensificar e garantir a segurança no município. Marlene defende a ideia de que guardas municipais não devem andar com armas de fogo, pois, para ela, isto coloca em risco a vida deste profissional.
"A nossa proposta não tem a intenção de armar a guarda com armas de fogo, pois vejo como um serviço comunitário. Se fosse para armá-los igual à Polícia Militar, não precisaria de guarda civil", afirmou Marlene.
Para ela, o uso de equipamentos letais não é de competência da guarda municipal. Um projeto deverá ser criado para desarmar todos os profissionais dessa área que utilizam armas de fogo e substituir estes equipamentos por não-letais. "Essa não é só uma ideia minha. De todas as guardas do Brasil existentes hoje, apenas 16% são armadas com equipamentos de fogo. Estou a favor da constitucionalidade sim e contra as armas de fogo a esta classe", confirmou ela.
Para Marlene, armar o guarda só coloca em risco a vida dele próprio, assim como de toda a família. "A arma é uma coisa perigosa. A gente vai buscar recursos para os equipamentos não-letais, no qual o preço varia de R$ 5 mil a R$ 8 mil cada. Só queremos cumprir o que estabelece a Constituição. Sou legalista e reconheço que a guarda não é polícia militar", concluiu.

Fonte: Diario do Alto Tiete

terça-feira, 12 de abril de 2011

Até onde vai o bullying?

O bullying é um assunto que não sai de pauta nos noticiários, nas escolas e nas rodas de conversa entre amigos. Querendo ou não, essa forma de agressão verbal é cotidiana na vida de praticamente todos os jovens, podendo ser a causa para acontecimentos ilimitados.

Jovens contam histórias de assassinato de amigos e familiares

Na manhã de quinta (7), durante um dia rotineiro na Escola Municipal de Realengo, um ex-aluno decide se passar por palestrante e consegue acesso as salas de aula. Foi curto e grosso: dava o aviso de que ia matar todo mundo e atirava principalmente no tórax e nas cabeças de alunos indefesos do ensino fundamental. Por vezes, atirava nos pés de outras crianças, para que não conseguissem fugir.

O terror foi desmedido. Pânico, gritaria e confusão na porta da escola, tanto de pais que queriam saber notícias de seus filhos, quanto de alunos fugindo do assassino, que tardiamente se suicidou após fazer 12 vítimas fatais e deixar outras em estado grave.

Um dia depois do massacre o assunto ainda é comentado: quais as razões que levam um ser humano a cometer um ato tão brutal? Alguns dos principais motivos apontados pelos psicólogos que debatem o tema nos meios de comunicação variam entre fanatismo religioso, distúrbio mental... e bullying.

É necessário que uma tragédia com essas proporções aconteça para os jovens se conscientizarem do quanto o bullying afeta o psicológico de uma pessoa, levando-a a cometer imprudências? Rancor e desejo de vingança são, geralmente, sentimentos das vítimas do bullying. Esse pode não ser o real motivo do crime ocorrido no Rio, mas um forte fator para sua execução.

Dessa vez, não foi um vídeo de um garoto cansado de apanhar que decide finalmente dar o troco em seu agressor que bombou no site de vídeos YouTube, mas sim crianças gritando e implorando a Deus para continuarem vivas.

Até onde vai o bullying? Até que ponto ele pode influenciar pessoas a serem desumanas por vingança?

Esperar pela resposta pode significar presenciar mais terrorismos. Cada um de nós pode fazer sua parte, interrompendo essa cruel prática de agressões verbais para que não resultem em pêsames.

Afinal, amar ao próximo não pode ser démodé. Jamais.
Por Maria Carolina Dias

Fonte: Jornal Folha - Coluna Folhateen

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Cyber bullying na Escola Bertha Correa de Castro Rocha

Alunos do 1 ano do ensino médio estão sendo vitimas de bullying , uma pessoa ainda não identificada criou um perfil chamado Anonimos do Bertha, 
link http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=2426927942168364174, onde o mesmo coloca diversas fotos e os ofende com palavrões e palavras pejorativas, o que mais me chama a atenção e a total falta de controle dos pais no que seus filhos fazem na internet, em mundo imensamente aberto  onde não há limites os pais são cada vez mais ausente, minha filha foi vitima desse perfil e já tomei algumas providencias, como comunicar a escola, para mim não foi surpresa a resposta e a prontidão da direção da escola que imediatamente inicio um processo na tentativa de identificar o possível responsável é uma pena porque os pais também serão penalizados com uma ação civil de danos, quem sabe assim eles aprendem a ensinar os seus a serem mais responsávei.

bullyng

Assédio escolar, comumente referido pelo anglicismo bullyng, é um termo utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

Terminologia

Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual, sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa. Existem entretanto alternativas como acossamento, ameaça, assédio, intimidação, além dos mais informais judiar e implicar", além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.

Caracterização do assédio escolar

"Acossamento",ou "intimidação" ou entre falantes de língua inglesa bullying é um termo frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define assédio escolar em três termos essenciais:
  1. o comportamento é agressivo e negativo;
  2. o comportamento é executado repetidamente;
  3. o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
O assédio escolar divide-se em duas categorias:
  1. assédio escolar direto;
  2. assédio escolar indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
  • espalhar comentários;
  • recusa em se socializar com a vítima;
  • intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
  • ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O assédio escolar pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Características dos bullies

Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugeridoque uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de autoestima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a autoimagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta".
O assédio escolar não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o assédio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicológico ou verbal. Os bullies sempre existiram mas eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.
Os valentões costumam ser hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas.

Tipos de assédio escolar

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:
  • Insultar a vítima;
  • Acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima;
  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo;
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
  • Isolamento social da vítima;
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
  • Chantagem.
  • Expressões ameaçadoras;
  • Grafitagem depreciativa;
  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
  • Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

Bullying professor-aluno

O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. técnicas mais comuns são:
  • Intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;
  • Assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;
  • Ameaçar o aluno de reprovação;
  • Negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;
  • Difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;
  • Tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.
Tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrência numa delegacia ou no Ministério Público. A revisão de provas pode ser requerida ao pedagogo ou coordenador e em caso de recusa, por medida judicial.

Locais de assédio escolar

O assédio escolar pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

Escolas

Em escolas, o assédio escolar geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.Alguns sinais são comuns como a recusa da criança de ir à escola ao alegar sintomas como dor de barriga ou apresentar irritação, nervosismo ou tristeza anormais.
Um caso extremo de assédio escolar no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de assédio escolar contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.
Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do assédio escolar, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.
O assédio escolar nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas) sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláuula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bullying

Para que serve um vereador?????

O que é Legislar?

Resp.: ordenar ou preceituar por lei;fazer leis.

A palavra "Lei" vem do verbo "ligare" (que significa "aquilo que liga") ou "legere" (que significa "aquilo que se lê").

História

As câmaras constituíram o primeiro núcleo de exercício político, no Brasil Colônia. Eram poucas as vilas e cidades, até a vinda da Família Real, em 1808. Além dos Vereadores, escolhidos dentre os portugueses aqui radicados, estas instituições já possuíam um Procurador e oficiais. Era presidida por um ou dois juízes ordinários (também chamados de dentro, por serem moradores do lugar).

As câmaras e seus edis foram, por diversas vezes, elementos de vital importância para a manutenção do poder de Portugal na Colônia, organizando a resistência às diversas invasões feitas por ingleses, franceses e holandeses.

Também, com o surgimento do sentimento nativista, já no século XVII, foram focos de diversas revoltas e distúrbios. O direito de uma freguesia ou povoado tornar-se vila era comprado à Coroa - algo feito pelos próprios moradores interessados. Dentre estes era escolhida a formação da primeira legislatura.

Quando da Independência do Brasil, em 1822, as Câmaras Municipais aderiram ao novo Imperador. O mesmo ocorreu na Bahia, que permanecia sob o jugo português e, a partir da resistência dos edis das Câmaras foi que o povo organizou-se para a luta - em todo o Estado os Conselhos reuniram-se e manifestaram-se súditos de Pedro I.

Ao longo do tempo sua denominação manteve-se, apesar de algumas vezes a câmara ter passado a chamar-se senado municipal.

A figura do vereador hoje

Sendo o município um dos entes integrantes da Federação Brasileira, conforme define a Constituição de 1988, delegou a Carta Magna maiores poderes a este. Os artigos 29 a 31 prescrevem, para os vereadores, dentre outros:

  • Mandato de quatro anos, por voto direto e simultâneo em todo o país;
  • Elaboração da Lei Orgânica do Município;
  • Número de integrantes nas câmaras proporcional à população do município (variando de 9 a 55);
  • Fiscalização e julgamento das contas do Executivo (Prefeitura);
  • Inviolabilidade por suas opiniões, palavras e votos - no exercício do mandato e na circunscrição do município;
  • Legislar sobre assuntos de interesse local.

Para concorrer ao mandato de vereador a idade legal mínima é de dezoito anos.

Curiosidades

  • A primeira eleição para vereador, no Brasil, ocorreu em 1532, na vila de São Vicente.
  • Até meados dos anos 60 do século XX a função não era remunerada, no Brasil.
  • A Lei Federal 7.212/84 instituiu o dia 1 de outubro como o "dia do vereador" em todo o território nacional.
  • Pero Vaz de Caminha, escrivão famoso por sua carta ser o único documento a registrar a chegada da armada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, foi "vereador" na cidade do Porto, encarregado de redigir os Capítulos da Câmara Municipal a ser enviados às Cortes.

Quais são as verdadeiras funções do Vereador?

Segundo a Lei Orgânica Municipal e a própria Constituição Federal, o VEREADOR é membro do Poder Legislativo, eleito pelo povo, que tem como funções: legislar, ou seja, criar leis que tornem a sociedade mais justa e humana; a fiscalização financeira; e manter o controle externo do Poder Executivo Municipal, principalmente quanto à execução orçamentária ao julgamento das contas apresentadas pelo prefeito.
Com o passar dos tempos, os verdadeiros atributos do vereador foram se desviando de seu rumo legal e ele passou a ser um "despachante de luxo", exercendo funções das mais variadas possíveis, na grande maioria das vezes por culpa do próprio político que, explorando as dificuldades e miséria da população, preferia obter o voto fácil em troca de favores dos mais diversos.
Hoje, porém, a situação está mudando. A população tem tomado consciência das legítimas obrigações do vereador, exigindo dele uma participação mais efetiva junto à sua comunidade e categoria. Os cidadãos já sabem, por exemplo, que asfaltar e sanear é obrigação do poder executivo, do prefeito, cabendo ao vereador indicar e fiscalizar.
O vereador é o legislador mais próximo do cidadão, uma vez que o deputado estadual se desloca para a capital do Estado, e o deputado federal e o senador ficam ainda mais distantes, em Brasília. Em virtude desta proximidade, o vereador é o mais cobrado no atendimento dos anseios e necessidades dos munícipes que, quase sempre, são problemas relacionados à competência do Poder Executivo.

Atualmente um vereador em Poá esta recebendo mensalmente um salário de R$ 5.910,77 e em Itaquá esta quase R$ 7.000,00 por mês, fora a ajuda de custo para manter funcionários e o seu gabinete.


Dados de 2008